quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Nossos filhos crescem.



Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.
Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família.
Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico.
É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.
Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.
A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.
É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.
Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.
Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.
Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa.
A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos.
No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios.
Em essência, as crianças aprendem o que vivem.

sábado, 20 de outubro de 2007

Minha Filha Marcelinha Pão e Vinho!!!!


Anjo da Guarda

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti a confiou a piedade divina, sempre a rege, a guarde, a governe e a ilumine.

AMÉM

quinta-feira, 18 de outubro de 2007


Sempre é tempo de recomeçar.
Em qualquer situação podemos abrir novas portas, conhecer novos lugares, novas pessoas, ter outros sonhos.
Renovar o nosso compromisso com a vida e assim, renascer para a vida e alcançar a felicidade.
Não importa quem me feriu, o importante é que ficou.
Não interessa o que me faltou, tudo pode ser conquistado.
Não ligo mais para quem me traiu, me importo com quem é fiel.
Não lamento por quem se partiu, mas tenho muitas saudades.
Não reclamo mais da dor, ela é a conselheira que nos chama de volta ao caminho.
Não me espanto com as pessoas, cada um carrega dentro de si, dores e marcas que alteram o seu comportamento, ora estamos felizes e transbordamos de alegria e paz, ora estamos melancólicos e só queremos ficar sozinhos...
O mundo está cheio de novas oportunidades, basta olhar para a terra depois da chuva. Veja quantas plantinhas estão surgindo, como o verde se espalha mais bonito e forte depois da tempestade.
As portas se abrem para os que não tem medo de enfrentar as adversidades da vida, para os que caíram, mas se levantam com o brilho de vitória nos olhos.
Todo o caminho tem duas mãos, uma que seguimos ainda com passos inseguros, com medo, porque não sabemos ainda o que vamos encontrar lá na frente, na volta, mesmo derrotados, já sabemos o que tem no caminho, e quando um dia, resolvemos enfrentar os nossos medos e fazer essa viagem novamente, seremos mais fortes, com passos mais firmes, já sabendo onde e como chegar ao destino, o destino é a vitória, é ser feliz alcançando o brilho das *e*s*t*r*e*l*a*s* mais reluzentes, eu creio nisso, e você?
Você está pronto para recomeçar?
O caminho está a tua espera, pé na estrada, coloque um sonho na alma, fé no coração e esperança na mochila, a vida se enche de novidades para os que se aventuram na viagem que conduz a verdadeira liberdade.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Não adianta ouvir e não escutar!!!!!!!!


THOMAS EDISON, O INVENTOR DA LÂMPADA, PERDEU BOA PARTE DE SUA CAPACIDADE AUDITIVA QUANDO TINHA DOZE ANOS DE IDADE.
SÓ PODIA OUVIR OS RUÍDOS E GRITOS MAIS FORTES. ISSO, NO ENTANTO, NÃO O INCOMODAVA.
CERTA VEZ, INDAGADO A RESPEITO DA SUA DEFICIÊNCIA, RESPONDEU COM SERENIDADE: "NÃO OUÇO UM PASSARINHO DESDE MEUS DOZE NOS, MAS EM VEZ DISSO CONSTITUIR UMA DESVANTAGEM, MINHA SURDEZ TALVEZ TENHA SIDO BENÉFICA PARA MIM. ELA ENCAMINHOU-ME MUITO CEDO À LEITURA E, ALÉM DISSO, PUDE SEMPRE CONCENTRAR-ME COM RAPIDEZ, JÁ QUE ME ENCONTRAVA NATURALMENTE DESLIGADO DE CONVERSAÇÕES INÚTEIS."
A SINGELA OBSERVAÇÃO GUARDA GRANDE ENSINAMENTO.
A MAIOR PARTE DE NÓS TEM PLENA CAPACIDADE AUDITIVA, MAS ISSO NÃO SIGNIFICA NECESSARIAMENTE QUE TENHAMOS O DOM DE SABER OUVIR.
EMBORA A AUDIÇÃO SEJA UMA DÁDIVA MARAVILHOSA, NÃO HÁ COMO NEGAR QUE POUCOS, MUITO POUCOS DE NÓS, DOMINAMOS A ARTE DE OUVIR.
AINDA NÃO CONSEGUIMOS OUVIR OS QUEIXUMES DOS OUTROS SEM QUE ATRAVESSEMOS UM COMENTÁRIO A RESPEITO DA NOSSA PRÓPRIA DESDITA.
DEIXAMOS ASSIM DE ESCUTAR AS HISTÓRIAS DOS OUTROS, PARA NARRAR A NOSSA PRÓPRIA, COMO SE APENAS ESTA FOSSE DIGNA DE SER REGISTRADA E CONHECIDA.
AINDA NÃO CONSEGUIMOS OUVIR AS CRÍTICAS QUE NOS FAZEM.
EM POUCOS INSTANTES JÁ ESTAMOS IRRITADOS E OFENDIDOS, MAIS PREOCUPADOS EM NOS DEFENDER OU ATÉ EM AGREDIR VERBALMENTE O OUTRO.
OUVIR COM SERENIDADE TUDO O QUE NOS QUEREM FALAR, POR ORA, PARECE SER SUPERIOR ÀS NOSSAS FORÇAS.
AINDA NÃO CONSEGUIMOS OUVIR CONSELHOS E ORIENTAÇÕES QUE SEJAM DIRIGIDAS À NOSSA MELHORIA ÍNTIMA.
ESSE TIPO DE CONVERSA SEMPRE NOS PARECE ABORRECIDAS E SEM SENTIDO, AFINAL, MUITAS DESSAS PALAVRAS SÁBIAS REPRESENTARIAM MUDANÇA DE CONDUTA E O ABANDONO DE MUITOS VÍCIOS.
NÃO ESTAMOS DISPOSTOS A ISSO.
MAS SE A CONVERSA GIRA EM TORNO DE MALEDICÊNCIAS, AÍ ENTÃO, OS OUVIDOS PARECEM FICAR MAIS CAPAZES DE REGISTRAR SONS E NOSSO INTERESSE FICA AGUÇADO.
O SONO PASSA E SEMPRE HÁ TEMPO PARA QUERER SABER ALGUM DETALHE A MAIS A RESPEITO DO ASSUNTO.
MUITA CONVERSA INÚTIL PREENCHE NOSSAS HORAS E CONSOME NOSSO TEMPO.
MUITOS EXEMPLOS INFELIZES SÃO TOMADOS COMO MODELOS DE ATITUDE, POR EQUÍVOCO DAQUELES QUE OS OUVEM.
INÚMERAS DIFICULDADES SÃO CRIADAS EM NOSSA INTIMIDADE PELO DESEQUILÍBRIO GERADO PELA MALEDICÊNCIA.
POR OUTRO LADO, MUITOS AMIGOS PRECISAM DE NÓS PARA UM DIÁLOGO SAUDÁVEL E NÓS NÃO TEMOS SENSIBILIDADE SUFICIENTE PARA DEIXÁ-LOS FALAR.
MUITAS PALAVRAS ACERTADAS QUE NOS AUXILIARIAM A NÃO INCIDIR MAIS UMA VEZ NO MESMO ERRO, DEIXAM DE SER ESCUTADAS POR DESATENÇÃO.
A CAPACIDADE DE OUVIR NÃO SE LIMITA EXCLUSIVAMENTE À POSSIBILIDADE DE CAPTAR SONS.
TEMOS SIDO SURDOS EM UM MUNDO REPLETO DE SONS E DE MELODIAS QUE PODERIAM TRANSFORMAR NOSSAS VIDAS EM SINFONIAS DE AMOR E DE REALIZAÇÃO.
TEMOS SIDO CRIATURAS INCAPAZES DE PERCEBER PALAVRAS E HISTÓRIAS MARAVILHOSAS QUE ILUSTRAM A EXISTÊNCIA DOS SERES QUE NOS CERCAM E QUE MUITO PODERIAM NOS ENSINAR.
TEMOS SIDO DEFICIENTES AUDITIVOS QUANDO SE TRATA DE ESCUTAR VERDADEIRAMENTE AQUILO QUE PRECISAMOS OUVIR.
É NECESSÁRIO E URGENTE QUE DESENVOLVAMOS A REAL CAPACIDADE DE OUVIR.

domingo, 14 de outubro de 2007




O amor ao próximo está em todas as crenças, em todos os tempos.
Os mestres, os sábios, os missionários, sempre ensinaram e exemplificaram esta lição, proclamando que a aurora da humanidade virá quando descobrirmos uns aos outros, quando admitirmos que somos filhos de um mesmo pai, que temos o mesmo objetivo, e que por isso precisamos caminhar juntos.
É tempo de abrir o coração para outras almas, de deixar os preconceitos de lado, as exigências descabidas, e conviver mais com as pessoas.
Muitos têm medo de se ferir. Muitos se afastam de todos por egoísmo.
Seja você uma exceção. Seja aquele que valoriza as amizades, aquele amigo que está sempre lá, "pro que der e vier", como se diz popularmente.
Seja aquela pessoa que gosta de ter a casa cheia, que gosta de receber visitas, que gosta de compartilhar as conquistas com os outros.
Seja você aquele que liga para desejar feliz aniversário, aquele que escreve um longo cartão de natal falando do ano que se passou, e o quanto aquela pessoa lhe foi importante.
Seja aquele amigo que destaca as virtudes do outro, e que até discorde algumas vezes, mas discorde com delicadeza e psicologia.
Seja você alguém que cumprimenta a todos, e que receba aqueles que ainda não conhece bem, com um sorriso, com um "bom dia".
Finalmente, seja você a aurora dos que estão à sua volta, dizendo-lhes, através de seu otimismo, que o dia se aproxima, e que a noite logo termina.

"O momento da aurora se aproxima.

Muitas vozes já proclamam a chegada de um novo tempo.

Tempo que está no coração do homem.

Tempo que está no calor de seu abraço.

O momento da aurora se aproxima.

E a noite será passada, e o sol será presente.

Presente para aqueles que se tornarem espelho e refletirem, em seu próximo, toda luz que receberem."

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


É comum se associar a lembrança de uma pessoa a algo que a caracterize. Digamos, seja seu toque pessoal.
Suas mãos acariciaram as flores qual se o fizessem a um filho querido. Depois, ela me reconduziu à sala, e mostrou um troféu. As flores de sua varanda haviam sido eleitas as segundas mais belas de toda a cidade.
Transformar a terra inculta em um oásis de beleza ou deixá-la entregue às ervas daninhas e espinheiros é opção pessoal.
Assim nos jardins das nossas vidas. Podemos ser indiferentes e ociosos, relegando tudo ao descaso, nada realizando de bom, de belo, de útil. Ou podemos optar por semear flores de alegria, rosas de ventura. Quiçá apenas umas tímidas violetas de discreto perfume.
Contudo, não sejamos dos que erguem espinheiros. Tornemo-nos jardineiros cuidadosos a fim de que, pelas veredas por onde transitarmos, deixemos o perfume e a beleza das nossas ações.

Semeando *e*s*t*r*e*l*a*s*, seremos convidados a espancar trevas. Semeando esperanças, haveremos de nos tornar luzeiros para corações entristecidos. Onde quer que estejamos, sempre poderemos semear as luzes do amor e da esperança. Pense nisso!!!!